passeios ao Paúl da Serra

Está agendado para todos os primeiros domingos de cada mês uma subida ao Paúl da Serra pela estrada da Encumeada e regresso pelos Canhas (Ponta do Sol).

A concentração dos participantes é no café "Ponte Vermelha" Ribeira Brava com saída às 8h00, paragem no café da Encumeada para reagrupamento e partida para o Paúl às 10h30.

A chegada aos carros é ao meio dia!

Vem connosco!

O Picadeiro

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SANDOKAN versão 2014 com BRAVASBTT a "endurizar-se" pelos trilhos regionais.

 

Decididamente estamos perante a consagração do enduro como referência no panorama dos desportos de ciclismo, ainda por cima na boca do mundo. Esta vertente do BTT, tem tomada conta dos trilhos de montanha, muito à custa dos entusiastas que afincadamente abraçaram o enduro com unhas e dentes, assim como as marcas de bicicletas, que ao investirem tempo, investigação e tecnologia, chegaram ao topo do desenvolvimento nas respostas, relações e peso que estas bicicletas podem e devem ter.

 

O SANDOKAN não pode nem deve passar despercebido, a tamanha empreendedora, a descomunal logística e inelutável evento deve ficar agendado em todos os calendários dos amantes do btt regional, seja qual for a sua modalidade. A Bikulture está de parabéns, o conceito e a organização está na estratosfera dos eventos. Não é fácil encontrarmos nos eventos nacionais um tão vasto leque de opções para participar num só lence, e um tão grande cuidado nos pormenores (ver fotos de alguns meios de transporte utilizados pelo evento, deliciosos e nostálgicos). Entre as várias opções à escolha, fiquei-me pelo Sandokan versão "experience", rebatizada pelos participantes como a versão "verdinhos" do evento. Esta versão contempla para além das descidas, um guia e transporte entre PECs, ou seja tratamento VIP.

 

No primeiro dia, fomos brindados com um dia de sol e temperatura primaveril, potenciando os trilhos do planalto e toda a sua intrínseca beleza. Os trilhos esses bem desenhados, rápidos com um "flow" quase musical. As etapas, referidas por PEC do primeiro dia, estavam deliciosamente e pornograficamente elaborados para originar orgasmos desportivos em cima das montadas.

Aqui aproveito para referir, que as bikes de enduro, fazem a sua parte e mais que bem! Com alguns trilhos rolantes necessitando de pedaladas agressivas com algumas "subiditas"  os cursos, as relações e o peso das montadas fazem toda a diferença, dão uma sensação de segurança e conforto que as bike de cross ou de suspensão total para maratonas não conseguem. Para quem está habituado a rigidez como eu, verá os trilhos de outra forma, mais silenciosos, mais fluidos e acima de tudo mais confortáveis. Voltando ao SANDOKAN, posso referir que o nosso grupo partia sempre que possível à frente dos profissionais internacionais, nacionais, assim como os atletas regionais, dando-nos a possibilidade de, para além experimentar os trilhos que eles desceram, ver "in loco" as suas passagens em zonas técnicas à velocidade da luz. Esta filosofia no evento é deveras interessante; primeiro exploramos os trilhos, tentamos desenvasilhar-nos dos drops, pedras e saltos, depois temos o privilégio de ver aqueles cuja profissão é descer em cima de uma bicicleta de um ponto A ao ponto B no mais curto espaço de tempo. Vermos que as linhas por eles escolhidas e consecutivos saltos são as opções mais válidas, dão-nos vontade de repetir o trilho e tentar (muito mais devagar, consideravelmente mais devagar) ultrapassar esses obstáculos e usufruir de outra forma do trilho.

 

No segundo dia, fomos brindado com chuva, lameiro e cerro! Uma verdadeira alegoria para o BTT. Os trilhos tornaram-se mais técnicos, escorregadios, muitas vezes pensava eu intransponíveis. A versão "experience" do SANDOKAN contempla transporte entre os PECs, o merecido descanso depois de desfrutar o trilho, originou algum compasso de espera, mas nada que a boa disposição dos "verdinhos" não ajudasse a superar, deu-nos tempo para trocar vivências e experiências em cima das bikes. Estava apreensivo, quem me conhece sabe o quanto "cagufo" quando vejo cerro e ou lameiro. Tentei aproveitar a máquina "Lapierre", mas não foi fácil, estava tenso e não deixei que a bicicleta fizesse o seu trabalho em algumas secções dos trilhos, desmontei, tirei os pés dos pedais, mas aprendi a respeitar o obstáculo confiando no curso, nas protecções e na geometria da bicicleta. Nada como fazer consecutivas descidas e aprender a melhorar performance e skills nas descidas (em cima de um sofá "divani & divani"). O convívio entre todo o grupo, a boa disposição, o simpático guia (Rosbert), que fez um excelente trabalho, pois explicou-nos as características do trilho, e como transpo-los, acompanhou-nos do inicio até ao fim, fez com que nos sentíssemos mais seguros e confiantes nas descidas, foram os ingredientes nestes dois dias, para que na perspectivas de um principiante fosse sem dúvida uma experiência inigualável.

 

Que mais posso dizer de um evento regional desenhado e pensado para o mundo? Um evento que também pensou nos que apenas querem "experênciar" e divertir-se nas lides do enduro? Um evento que já na sua segunda edição demonstra profissionalismo e cuidado acima do que de melhor se faz à nível nacional? Um evento que trás consigo um médico especialista e "endurista" para qualquer eventualidade?

 

Convido todos os amantes de ciclismo de montanha com ou sem experiência, com mais ou menos "cagufas" a experimentar o SANDOKAN. Irão delirar com o espírito, com a cortesia e o profissionalismo de todo o corpo da organização. Irão apaixonar-se pelo trilhos mestriamente desenhados pelo Joselino (definitivamente o guru do BTT regional). A fruição dos trilhos, a escolha dos cenários e o cuidado na sua manutenção fazem dele o supra-sumo, a referência do BTT nas serras da Madeira. Em confidência referi que deveria estar louco, que iria desistir, que certamente não iria superar os trilhos do SANDOKAN, em boa verdade refiro que apesar do "cagufas que há dentro de mim" superei drops, pedras e fugi dos saltos pelos "chicken ways".

 

Em suma, o SANDOKAN deve ser visto como o evento, a meca do enduro! Uma experiência a repetir, uma experiência a divulgar, uma experiência inegualável!

Para além do que vivi, aprendi duas coisas este fim de semana:

1- Não existe mau tempo! Existe sim, roupa má.

2- Deve se visualizar os trilhos pelo umbigo e conduzi-los com a cintura.

 

Quero agradecer ao Alexey Nekrasov, que me emprestou todo o equipamento de segurança assim como a montada, uma Lapierre que se portou lindamente em todas as secções dos trilhos, pena eu não estar a altura dela, nada que, com várias secções de treinos não ajude a colmatar.

 

DAY1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DAY2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

pascal "ENDURIZADO"